óleo vegetal

Entendendo o que são óleos vegetais

Quando falamos de cosméticos naturais, um dos principais tipos de ingrediente utilizados são manteigas e óleos vegetais. Isto se justifica devido à segurança de seu uso, sua versatilidade, disponibilidade e grande riqueza que apresentam em fitoativos e lipídios benéficos para a pele.

No entanto, apesar de sua ampla utilização, o conhecimento a respeito de suas composições e propriedades ainda não é popularizado. Isto muitas vezes dificulta a escolha consciente e a capacidade de análise quando se compra um produto à base de óleos vegetais, seja ele alimentício ou cosmético. O entendimento químico de sua composição e de sua produção é essencial para captar as diferenças entre cada um deles!

A Trópica Botânica organizou um guia rápido para você entender melhor do que são compostos óleos e manteigas vegetais e o que você deve ter em mente para pesquisar a respeito de cada um quando for comprá-los.

óleos vegetais azeite
Azeite de oliva: um dos mais comuns no ramo culinário, e também um dos mais recomendados para consumo in natura devido ao teor de ácido oleico.


Química básica de óleos vegetais

Óleos e manteigas vegetais são óleos e gorduras extraídos de plantas, geralmente de sementes e frutos. Óleos são líquidos a 25ºC, enquanto manteigas são sólidas ou pastosas. Pertencem à classe dos lipídios, então não são solúveis em água e são constituídos por grandes moléculas contendo carbono e hidrogênio. Em sua maior parte, são compostos por ácidos graxos, ou seja, ácidos carboxílicos (-COOH) com uma grande cadeia carbônica, que diferem entre si principalmente pelo tamanho e quantidade de ligações duplas (insaturações) das cadeias. Se ele não possui ligações duplas, é considerado saturado. Se possui ligações duplas, pode ser monoinsaturado (só uma) ou poli-insaturado (mais de uma).

Nos óleos vegetais, os ácidos graxos em sua grande maioria estão combinados em três a uma molécula de glicerina, formando triacilglicerídeos – ou só triglicerídeos. Geralmente correspondem a mais de 90% da composição de um óleo. Em menor quantidade, podem estar combinados em dois (diacilglicerídeos), sozinhos ligados a uma glicerina (monoacilglicerídeos) ou mesmo livres.

 

glicerídeos
Molécula de glicerina e ésteres formados com a combinação de ácidos graxos, em que R representa uma cadeia carbônica; triacilglicerídeos são as substâncias presentes em maior quantidade nos óleos vegetais


Composição de manteigas e óleos vegetais

Cada óleo vegetal será caracterizado pela proporção de ácidos graxos presentes nestas combinações. Os principais ácidos saturados são: láurico (12 carbonos, C12:0), mirístico (C14:0), palmítico (C16:0) e esteárico (c18:0). Os principais insaturados: oleico (18 carbonos, uma insaturação, C18:1), linoleico (C18:2) e linolênico (C18:3). Por exemplo, a manteiga de cacau tem uma grande concentração de ácidos saturados láurico e mirístico, que caracterizam um ponto de fusão maior e fazem com que seja pastosa ou sólida em temperatura ambiente. O óleo de oliva, por outro lado, é muito mais rico em ácidos insaturados, em especial oleico.

Composição média da manteiga de cacau [1]
Ácido mirístico – 0% / Ácido palmítico – 26,2% / Ácido esteárico – 35,8 %
Ácido oleico – 33,6 % / Ácido linoleico – 2,7% / Ácido linolênico – 0,9%

No entanto, óleos vegetais puros não se resumem a isso. Ainda contém em menor quantidade muitas outras substâncias, como lecitina, esteróis, carotenoides, vitaminas, terpenos, proteínas e minerais que vão conferir ao óleo propriedades físico-químicas e organolépticas (cheiro, aroma, gosto) características de cada mistura complexa que o forma. Estas propriedades estão diretamente relacionadas com sua aptidão para as variadas aplicações culinárias ou de cosméticos: elas influenciam seus efeitos ao serem ingeridos ou aplicados na pele. Manteiga de cacau pura é ótima para peles sensíveis e áreas ressecadas. Por outro lado é menos indicada para peles oleosas por ser considerada potencialmente comedogênica (pode obstruir poros).

Manteiga de cacau pura: sua consistência sólida e textura está diretamente relacionada ao teor de ácidos graxos saturados
Manteiga de cacau pura, orgânica, proveniente de sementes sem torrefação: sua consistência sólida e textura está diretamente relacionada ao teor de ácidos graxos saturados


Métodos de extração de óleos vegetais

O método de extração e refino também é extremamente importante quando consideramos óleos vegetais. Eles influenciarão sua qualidade e suas características, e devemos ter isto em mente quando obtemos estes produtos. O método de extração que melhor preserva as características naturais próprias de cada óleo – composição química, cor, aroma etc. – é a prensagem a frio, sem refino, um processo físico que prensa a matéria vegetal e depois filtra o óleo.

Porém, a extração química por solvente é a mais comum e utilizada, em especial no caso alimentício. Ela engloba os óleos usados em grande escala como soja, milho, girassol e canola. Ela pode contaminar o óleo (o solvente mais comum é o potencialmente carcinogênico hexano) e geralmente envolve etapas de aquecimento e refino químico que desestruturam ou removem determinados compostos considerados impurezas, descaracterizando os óleos, tornando-os sem cor, aroma ou gosto. Essa é uma exigência considerada uma melhoria ao óleo alimentício, por retirar ácidos graxos livres (diminuindo seu índice de acidez), ceras e outros compostos, mas também remove muitos componentes benéficos quando falamos de aplicação cosmética.

Geralmente, soja e milho também são transgênicos, de efeitos potenciais muito pouco estudados nas células de nosso corpo ou no meio ambiente.

Adulteração de óleos vegetais

Infelizmente, a adulteração de óleos é muito comum!
Ela acontece pela mistura de um óleo mais caro (ex.: amêndoa doce) com outro de menor valor (ex.: soja, girassol). A diferenciação fica ainda mais difícil se os produtos foram refinados. Então, quando for comprar um óleo vegetal para uso alimentício ou cosmético, procure fornecedores referenciados e transparentes. Cheque as informações de produção, vencimento, e cruze as características com aquelas presentes na literatura especializada.
E, se possível, escolha sempre óleos vegetais prensados a frio de ótima procedência!

Uso culinário

É importante ter em mente que nem todo óleo bom para pele pode ser ingerido (andiroba, por exemplo, pode causar problemas no fígado). Altas temperaturas também degradam o óleo e originam substâncias prejudiciais ao corpo, em especial aldeídos. Para reduzir danos com esse tipo de preparo, utilize óleos com maior teor de ácidos saturados (como óleo de coco), pois são mais estáveis. Não reutilize o óleo (que pode ser guardado para fazer um sabão caseiro simples ou entregue para reciclagem em locais próprios). Para consumo cru, o óleo de oliva extravirgem de linhaça dourada  é sempre uma ótima opção.
(A respeito do uso culinário de óleos e manteigas vegetais, recomendamos fortemente a leitura deste artigo, lá da Papacapim.)

Saiba mais sobre a seleção de óleos vegetais amazônicos da Trópica.


[1] M. Lipp, C. Simoneau, F. Ulberth, E. Anklam, C. Crews, P. Brereton, W. de Greyt, W. Schwack, C. Wiedmaier, Composition of Genuine Cocoa Butter and Cocoa Butter Equivalents, In Journal of Food Composition and Analysis, Volume 14, Issue 4, 2001, Pages 399-408


Imagens: Pixabay / Trópica Botânica

sabonete natural vegano artesanal

A diferença entre sabões com lauril sulfato de sódio e os naturais

Há alguns anos, quando começamos a fazer sabões para uso pessoal, uma das coisas que mais nos incomodava e nos estimulou a seguir esse caminho era a massiva presença de lauril sulfato de sódio [LSS] em alguns produtos convencionais que estávamos abandonando. Nossas peles são relativamente sensíveis e o uso de sabonetes convencionais nos causava algumas reações adversas, enquanto o uso de shampoos enfraquecia meus fios, que são cacheados.

Este ingrediente, também chamado dodecil sulfato de sódio, e com ação e estrutura semelhantes ao lauril éter sulfato de sódio [LESS],  pode ser encontrado em produtos que vão de lava-louças a pasta de dente e é um dos principais agentes limpantes escolhidos em sabonetes e shampoos. Há anos existe bastante movimentação contra sua presença, levando à busca e implementação de alternativas tanto sintéticas quanto naturais. Ainda assim podemos encontrá-lo em grande parte dos produtos de higiene corporal, mesmo em alguns ditos naturais.

Mas afinal, que tipo de substância é o lauril sulfato de sódio?

O laurilsulfato é definido como um surfactante ou tensoativo. De maneira simplificada, surfactantes são substâncias que apresentam um grupo hidrofóbico (que repele água) e um grupo hidrofílico (que atrai água) em sua molécula. Essa estrutura química dá aos surfactantes a capacidade de atuar na interface entre ar/água ou entre sólidos/água, influenciando as propriedades nessa superfície de contato, alterando a forma como a água interage com os grupos hidrofóbicos pela diminuição de sua tensão superficial. [1]

Modelo esquemático de um surfactante

No caso do contato sujeira/água, o que ocorre é que, ao se conectar à gordura e à água ao mesmo tempo, os surfactantes arrastam as moléculas de gordura em uma solução aquosa e promovem a limpeza de nossa pele. Surfactantes são capazes de fazer isso de maneira organizada através de estruturas denominadas micelas.

O laurilsulfato é um ingrediente extremamente barato, originado de fontes sintéticas ou naturais (ácidos graxos do coco ou palma). Ele é produzido a partir do ácido láurico, que é reduzido para álcool laurílico e posteriormente passa por uma reação com ácido sulfúrico, sendo neutralizado com hidróxido de sódio para chegar no produto final. [2]

Que problemas o lauril sulfato pode trazer?

O LSS é extremamente eficaz em arrastar a gordura e a sujeira. Isso faz com que ele remova toda a oleosidade natural da nossa pele, deixando-a desprotegida e ressecada. A ação desse surfactante aumentar a perda de água transdérmica (TEWL) e pode levar a rachaduras e inflamações na epiderme. Não à toa, o LSS é rotineiramente utilizado em testes clínicos para induzir irritações. [3]

Embora seja considerado seguro segundo padrões da indústria cosmética e possa ter seus danos minimizados, o potencial de irritação do LSS é bem conhecido e documentado, especialmente quando utilizado em concentração mais altas, a partir de 2%. [4] A maioria desses resultados infelizmente teve por base pesquisas em animais. Porém, testes em animais foram proibidos em 2013 na União Europeia e atualmente já existem resultados recentes baseados em testes in vivo em humanos que mostram o potencial de irritação dessa substância quando usada repetidamente no mesmo local, principalmente em concentrações a partir de 5%. [5] Alguns fatores vão influenciar a suscetibilidade à irritação, como local de aplicação, concentração, tempo e frequência de uso, idade, tipo de pele, dentre outros. De forma geral, os maiores riscos aparecem com altas concentrações, aplicação constante, peles e áreas sensíveis como mucosas, e em crianças e idosos.

Um estudo do Instituto de Química da Unicamp mostrou que a imersão do cabelo em LSS a 5% é capaz de promover uma perda proteica nos fios duas vezes maior que a imersão em água. [6] Outra dissertação de mestrado no mesmo instituto também avaliou a degradação causada por diferentes tensoativos, mostrando que tensoativos aniônicos como o LSS e o LESS (lauril éter sulfato) são responsáveis por provocarem as maiores perdas de material proteico capilar quando comparados com outros tipos de surfactantes e água. [7]

Embora existam várias afirmações que o LSS possa causar câncer, não há estudos conclusivos que mostrem essa relação.

sabonete natural vegano

Qual é diferença do LSS para um sabonete natural?

Considerando sua atuação química, um sabão feito pela saponificação de óleos e gorduras vegetais também é um surfactante. Essa é uma definição técnica que não pode ser contestada. Como outros tensoativos, o sabão engloba as moléculas de gordura e sujeira e as arrasta através de micelas. Provavelmente o sabão é um dos surfactantes mais antigos conhecidos pela humanidade, juntamente às saponinas de algumas plantas.

O ponto é que um sabão natural pode ser muito mais gentil com a pele. Sua formulação normalmente limpa de maneira equilibrada e suave. Sua obtenção se dá através da saponificação de óleos e gorduras vegetais, o que do ponto de vista da cadeia de produção é menos impactante do que a produção em massa de lauril sulfato.  Até porque na grande maioria dos casos os sabões naturais são produzidos artesanalmente em pequena escala. Esses óleos e gorduras podem estar em excesso e promover um efeito suavizante e emoliente da pele. Idealmente não existem aditivos sintéticos ou tóxicos nos sabonetes naturais feitos do zero, que mantém uma composição mais pura, fazendo uso de outros ingredientes naturais para conferir coloração e aroma.

Nos sabonetes da Trópica levamos este ponto extremamente a sério. Nunca adicionamos fragrâncias artificiais ou corantes sintéticos, indo de encontro a padrões criteriosos de formulação natural. Isto gera barras condicionantes e balanceadas, sem nada prejudicial. Cada uma é pensada para promover propriedades específicas em diferentes tipos de pele.

O que fazer no caso de peles sensíveis?

Sabonetes naturais de formulação branda e bem elaborada podem se adaptar a todos os tipos de pele. Vale a pena conversar com a empresa e testar o sabonete mais suave que tiverem. Em alguns casos peles muito sensíveis podem apresentar reações mesmo com o mais gentil dos sabões, devido a suas características tensoativas de pH alcalino. Então, se sua pele tem histórico de sensibilidade e não se adaptou bem a um sabão natural, procure orientação profissional. Provavelmente serão recomendados produtos de limpeza facial elaborados com surfactantes gentis e pH próximo ao do manto da pele, ou mesmo uma limpeza somente com água 🙂

Saiba mais sobre a linha de saboaria cold process da Trópica!

 


[1] Farn, Richard J. [org.] “Chemistry and Technology of Surfactants”. Oxford: Blackwell Publishing, 2006, p. 1-43.

[2] Foxon-Hill, Amanda. “Sodium Laureth Sulfate – What’s the fuss about?”. Blog Realize Beauty, 24/02/2009.

[3] Trotter S. Neonatal skincare: why change is vital. RCM Midwives. 2006;9:134-8

[4] Cosmetic Ingredient Review (CIR). “Final report on the safety assessment of sodium lauryl sulfate and ammonium lauryl sulfate”. Int J Toxicol. 1983;2(7):127–81. Disponível em: http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.3109/10915818309142005

[5] Horita et al. “Effects of different base agents on prediction of skin irritation by sodium lauryl sulfate using patch testing and repeated application test”.

[6] Wagner, Rita de Cássia Comis. “Degradação do cabelo decorrente do tratamento contínuo com lauril sulfato de sódio e silicone”. Dissertação (mestrado). Campinas: Universidade Estadual de Campinas/Instituto de Química, 2003.

[7] Pires-Oliveira, Rafael. “Degradação de cabelo causada por tensoativos: quantificação por meio da análise das soluções de lavagem por espectrofotometria UV-VIS”. Dissertação (mestrado). Campinas: Universidade Estadual de Campinas/Instituto de Química, 2013.


Imagens: Trópica Botânica

Micro esferas esfoliantes, macro problemas ambientais

Enquanto pesquisava micro resíduos de plástico nos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, Stiv Wilson achou algo inesperado: micro esferas de plástico que não eram fruto da degradação de pedaços maiores, eram eles mesmos pequenos poluentes em seu formato original. Intrigado com esses resíduos, Stiv começou a pesquisar sobre eles e descobriu algo surpreendente: estas bolinhas eram micro esferas esfoliantes de plástico utilizadas em produtos cosméticos de todo o tipo, desde cremes para o rosto e sabonetes até pasta de dentes e creme de barbear.

Em sua pesquisa descobriu que as micro esferas são feitas basicamente de polietileno, polipropileno, politereftalato de etileno (o PET), polimetil-metacrilato (o acrílico) ou nylon. São esferas leves e flutuantes, e de tão minúsculas os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem filtrá-las, o que significa que saem direto do ralo das casas para poluir rios, mares e lagos em todo o mundo.

Fosse apenas este o problema já seria suficientemente ruim, uma vez que esse tipo de micro partícula interfere na troca gasosa e na luz que reflete dentro dos lagos e oceanos – mas a coisa piora.

Esses materiais plásticos absorvem facilmente substâncias chamadas poluentes orgânicos persistentes: ou seja, são compostos tóxicos estáveis, que não degradam no meio ambiente e têm a capacidade de se bioacumular nos seres vivos que os consomem. Assim, o camarão come micro-esferas cheias de poluentes orgânicos persistentes, o peixe come camarões contaminados, a gaivota come peixes contaminados e no final da cadeia todos comeram direta e indiretamente um monte de poluentes tóxicos contidos na vida marinha – isso quando não é o ser humano o consumidor final desta cadeia.

Apesar de pequenas, essas micro esferas estão em grandes quantidades nos produtos esfoliantes, chegando a constituir 10% de alguns deles (só pra ter uma ideia, os cientistas estimam que o Neutrogena Deep Clean possa ter até 360.000 micro esferas esfoliantes em apenas uma embalagem!). Quando jogadas nos oceanos se espalham facilmente através das correntes marítimas, sendo impossível despoluir com eficiência toda essa extensão.

Micro beads and other plastic particles taken from Lake Ontario near Dunkirk, N.Y.
Micro esferas esfoliantes e outras partículas plásticas retiradas do Lago Ontário, próximo a Dunkirk, N.Y., 03 dez 2013. (Imagem: Brendan Bannon/The New York Times)

Diante desse cenário surgiu o Beat the Microbead, uma campanha que visa banir essas micro esferas dos produtos cosméticos – o que precisaria contar com a ajuda das grandes indústrias que as produzem. Surpreendentemente elas não quiseram colaborar, uma vez que usar substitutos orgânicos diminuiria seus lucros, enquanto poluir e degradar lagos e oceanos, colocando em risco a já frágil vida marina que temos, não.

A pele humana não precisa de esfoliação diária. De fato, morar em grandes cidades com ar extremamente poluído pode levar a um acúmulo de resíduos de queima de combustíveis e outras toxinas pela nossa pele, que podem sair com água, sabão e leve exfoliação (ou podem simplesmente não sair 🙁 ). Como alternativas naturais para esfoliação existem sementes diversas que podem ser incorporadas a manteigas hidratantes caseiras (adicionar sementes de beldroegão a uma manteiga caseira de abacate, por exemplo) e o barato e eficiente café ou sal! Uma forma ainda mais fácil e delicada de esfoliar a pele são movimentos circulares bem leves com a bucha vegetal, durante o banho, sem fazer força extra que possa lesionar a pele. De preferência sem utilizar shampoos e sabonetes com lauril sulfato de sódio, uma substância que irrita e danifica a pele, além de deixá-la mais absorvente a todo tipo de partícula indesejável.

Se as grandes indústrias se recusam a abandonar as microesferas, que pelos menos a gente possa adotar novos hábitos e abandonar as indústrias.

Atualização: as microesferas esfoliantes foram proibidas nos Estados Unidos! Mais informações aqui. Por hora desconheço a repercussão aqui no Brasil.


Imagem de capa: Brendan Bannon/The New York Times, 2013